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Brutal e violento: confira o review do game The Last of Us 2

*Queremos agradecer a Sony PlayStation por nos ter enviado uma cópia digital do jogo The Last of Us Parte 2 com bastante antecedência. 

The Last of Us foi lançado originalmente em 2013, um novo jogo da Naughty Dog, exclusivo do  PlayStation 3. Em seu lançamento a Sony percebeu a mina de ouro que tinha em suas mãos, já que o jogo foi bastante aclamado pela crítica e o público em geral. Nesse primeiro título o que se destacava era sua campanha e gráficos estonteantes que marcavam o final da geração daquela época.

Mesmo com todo o sucesso que do primeiro título, a continuação só chegou sete anos depois, e por coincidência no final da geração atual. E como você pode ver, ela é tão boa e talvez até melhor que a primeira!

O novo e o velho


Joel em The Last of Us Parte 2

Em  The Last of Us Parte 2, podemos pular e aqui utilizamos o pulo o tempo inteiro, seja para chegar em plataformas cercadas por correntezas ou para subir em carros e alcançar lugares mais altos, uma boa adição que permite mais controle à personagem, mesmo com a animação do pulo parecendo meio estranha em certos momentos.

As mecânicas de crafting, ou criação de itens, também voltou e com mais opções de customização. Assim como no primeiro jogo, devemos coletar objetos específicos para construir armas, bombas, armadilhas, munições entre outros objetos. Você pode montar suas armadilhas e armas, e depois criar uma estratégia para abater seus inimigos.

Procurar por remédios também evolui seu personagem, e aqui temos algo bem diferente se comparado ao primeiro jogo. Não podemos evoluir de qualquer maneira, temos algumas ramificações que vamos desbloqueando a medida que encontramos uns livros pelo cenário, é como se o jogo te falasse que a personagem leu o conteúdo do livro e aprendeu a fazer o que estava ali… tudo faz parte de um mundinho e funciona, pois não é difícil encontrá-los.

Agora Ellie pode nadar, além de tocar violão e esse último envolve um mini game bem interessante de experimentar, tanto na campanha ou quando você estiver de bobeira pelo cenário.

Maior e melhor

No primeiro The Last of Us, controlávamos Joel em uma linha reta, com pouca ou nenhuma rota alternativa, o que deixava a campanha extremamente limitada. Na época isso não era um problema, já que o jogo contorna essa limitação com uma boa história, personagens evolventes, campanha curta e um excelente level design.

Já em The Last of Us Parte 2, tentar repetir o mesmo feito nas quase 30 horas de campanha seria estupidez, por isso a melhor alternativa era deixar o mapa maior, e ironicamente “mais vivo”. Tarefa difícil mas que Naughty Dog acertou em cheio, apresentando mapas maiores e proporcionando uma exploração ainda mais abrangente nos cenários do jogo. Não, não é um mundo aberto, e nem mesmo um sandbox, pois ainda vamos do ponto A ao B, mas não em uma linha reta, podemos entrar em várias casas, explorar cada canto do mapa buscando por colecionáveis (que aqui são em formas de cartas e moedas), encontrar bilhetes, relatórios, ou informativos que revelam mais sobre os acontecimentos daquele lugar em específico, ou mostram como aquele mundo é ainda mais desumano que no passado, ou até mesmo apenas apreciar cada detalhe que a equipe de level design se esforçou para colocar ali.

Por isso explore, explore o máximo que você puder, pois assim você irá usufruir de momentos chaves no jogo, falo de pequenas cenas que vão humanizar ainda mais os personagens, e que poderão passar despercebidos se você deixar de entrar em algum cômodo ou não interagir com algum item.

Por falar em sandbox, existe um momento em que temos uma área relativamente grande para explorar, e até mesmo usamos um mapa para andar por aquela região, algo que deveria ter se repetido mais vezes durante a campanha, mas infelizmente se limitou apenas a esse momento.

Brutal

N
inguém segura Ellie na facada

 

The Last of Us Parte 2 não romantiza a violência, nem apela para cenas de gore propositalmente pesadas, e talvez por isso ela incomode mais, no bom sentido da palavra. O que quero dizer, é que aqui a violência é brutal mas também é crível, Ellie não vai desmembrar seus oponentes com um facão, mas vai bater o facão no ombro do inimigo e talvez a arma quebre com a lâmina presa na vítima, enquanto esta grita de dor até a morte, Ellie vai cortar a garganta deles e para quem estar jogando resta apenas assistir morte destes inimigos, vê-los e ouvi-los agonizando chega a dar um desconforto, mostrando que por mais que esses vilões não estão do nosso lado eles também são só humanos.

Por falar em inimigos humanos, a história nos apresenta alguns grupos novos, como os WLF, conhecidos como Lobos, que vão nos atazanar por boa parte da campanha, por motivos que não posso falar aqui. São agentes treinados, prontos para matar a Ellie a qualquer custo, e trazem com eles cães que podem farejar a Ellie pelo cenário… fica a dica, dê cabo dos doguinhos antes de começar a carnificina

Os infectados ainda são perigosos para os descuidados

Temos também um grupo religioso, que usa a violência para pregar a paz, conhecidos como Serafitas. Tal grupo terá mais relevância à medida que você avança na campanha. Eles usam armas brancas e poucas armas de fogo, já que coisas do velho mundo são proibidas.

Claro, como poderia me esquecer dos infectados? Tais criaturas se tornaram rotineiras para os personagens do jogo, até mesmo os estaladores, que no primeiro jogo causavam um… (perdão da palavra) cagaço, hoje são inimigos regulares, mas que representam o mesmo grau de perigo de antes. Sabendo que as criaturas mais velhas não iriam trazer tanto medo quanto antes, a Naughty Dog tratou de criar novos monstros e alguns deles são tão tenebrosas e estranhos que chegam ao nível de Resident Evil!

Os inimigos que vamos encontrar pelo caminho tem sua inteligência artificial extremamente refinada, o que vai deixar cada embate bem estratégico, não deixando Ellie sair como um trator matando todo mundo, mas sim uma assassina fria e calculista. Mas convenhamos, nem no primeiro jogo podíamos sair matando desvairadamente.

Infelizmente, o design dos npcs inimigos vão se repetindo exaustivamente durante nossa jornada, o que pode tirar alguns jogadores da imersão que a trama proporciona.

Uma adição legal, mas falando dos inimigos infectados, são as hordas. Elas aparecem em determinados momentos da campanha e não há outro jeito se não fugir, por isso é bom poupar sua munição e usar apenas armas brancas para abrir caminho.

Dificuldade Adaptada

Sangue nos olhos!

 

Para que todos possam acompanhar a saga de Ellie, o jogo ofereceu um novo sistema de dificuldade que pode ser customizado a qualquer momento durante a campanha.

Entre os vários modos de dificuldade sugeridos, você pode altera-los em algumas opções adicionando mira automática, mostrar de onde o inimigo vem, aumentar a possibilidade de encontrar itens e munição, e etc.

Entretanto sugiro jogar na dificuldade Moderada para os novatos e para quem já tem alguma experiência com jogos de tiro em terceira pessoa, pois a dificuldade aqui está na medida certa.

Após terminar a campanha liberamos o Novo Jogo +, com aquele mesmo esquema que já conhecemos de rejogar as fases mas com o equipamento atual

Dois Lados

O MUNDO DE THE LAST OF US É PESADO, VIOLENTO E BRUTAL. NÃO EXISTEM HERÓIS, E NINGUÉM É 100% BOM OU MAL, TODOS ALI TEM CAMADAS. E O JOGO TRABALHA ISSO COM PERFEIÇÃO.

 

A história nessa segunda parte não envolve só a vingança, mas sim redenção, obsessão e aceitação. A campanha constrói uma narrativa que vai envolvendo o jogador ou jogadora em diversos níveis de emoção, algo muito maior que no primeiro título, pois lá nos preocupávamos apenas com Joel e Ellie, mas aqui além de nos preocuparmos com eles dois, também nos afeiçoamos com todos os outros novos personagens, principalmente a Dina.

Em vários momentos temos medo de perde-los, pois os roteiristas e toda a equipe técnica conseguiram deixa-los críveis, com as tais camadas. E quando vem cenas mais pesadas, onde a vida desses personagens estão em risco, a ansiedade bate a porta, e a tensão toma conta… mas o pior é quando não estamos em uma cena tensa e algo inesperado acontece, e isso o jogo também faz com maestria, algo que só se via nos tempos de ouro de Game of Thrones. Fora de Jackson qualquer lugar é perigoso!

A história de The Last of Us Parte 2  é uma obra-prima, e com certeza é a melhor no mundo dos jogos. Tudo ali é importante, até mesmo a freada brusca que acontece na metade da campanha, onde conhecemos um outro ponto de vista que será extremamente necessário para a experiência final da trama.

Como muitos sabem, não adiantaria investir tanto em captura de movimento e gráficos de última geração se não tiver dubladores de ponta para seus personagens. Pensando nisso a Naughty Dog não poupou esforços e contratou dubladores profissionais para os novos personagens e trouxe de volta os antigos. Todos fizeram um trabalho excepcional , principalmente a dubladora da Ellie, Luiza Caspary, que conseguiu trazer as várias emoções que sua personagem apresentou ao longo do jogo.

Considerações Finais

Os sete anos de espera valeram a pena. The Last of Us Parte 2 evolui tudo o que seu primeiro título apresentou, desde sua jogabilidade até mesmo a sua campanha que está mais adulta, brutal e humana. Jogar essa obra de arte é uma experiência indescritível.

Distribuidora: Sony
Desenvolvedor:
Naughty Dog
Gênero: Ação, drama e suspense
Disponível para: PlayStation 4
Data de lançamento inicial:  19 de junho de 2020

Créditos da noticia PORTAL DO NERD  

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